
quarta-feira, 9 de junho de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010

Este amor que surgiu insuspeitado
Este amor meu é como um rio; um rio
E que em seu curso sideral me leva
- Soneto do Amor como um rio. Vinicius de Moraes.
- modificações by me.
- Eu não podia deixar que postar esse soneto que é tão verdadeiramente real no meu presente.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

sábado, 23 de janeiro de 2010
"Vai ficar tudo bem. Tudo no final vai dar certo. Você vai conseguir superar isso. Você vai saber qual caminho seguir. Você vai saber ser quem você é."
Ele, alucinado, sentado no canto de seu quarto. A camisa branca suada, colada no corpo. A respiração ofegante. As mãos segurando tão firme os cabelos na cabeça, acho que temiam que até eles fugissem de controle. Os olhos negros, agora estavam vermelhos e rios desciam pelas pálpebras. Ele, mesmo sentado, jogava o corpo para frente e para trás. As costas, nessa altura do tempo, já deviam estar tomadas de hematomas.
A prisão, que sua cabeça havia se tornado, estava num motim. Todos os pensamentos, as palavras, as visões, as pessoas, as imagens, as paisagens, os poemas, os textos, brigavam entre si. Debatiam-se nas paredes do crânio. E ele continuava a dizer para si. Em voz alta. Pois o externo era impenetrável à caixa da loucura. "Vai tudo acabar bem. As coisas vão se acertar. Você vai poder ser o que sempre quis. "
Mas ele sabia que a paz - utópica, como sempre. - não viria tão cedo.
Hora ou outra ele teria de se levantar daquela encruzilhada de cimento - tanto onde estava quanto onde não estava. - e voltar a viver a vida anfíbia. De um lado um amor. Do outro, um tipo diferente de amor. Ou tão igual que passa a ser estranho.
Naquela noite ele adormeceu ali. De olhos abertos.As palavras ecoavam, vazias, pelo quarto.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

"Hoje foi um dia particular. Especial. Não mais me senti como no meu mundo imaginário. O mundo que me persegue e me confunde e me frustra e... me salva.

