domingo, 10 de outubro de 2010

'O pessimista compra passagem de ida e volta, o confiante compra apenas passagem de ida, o apaixonado vai de carona para nunca mais voltar.'

Desse vez o horizonte foi um sim ou um não.
A insanidade ou a sensatez.
O ir ou não ir.
O possível mais que impossível.

Mas ainda houve horizonte.
E por conta do que já passou,
erros meus.
Só.

Novamente: o que vale a pena?
Quanto é o risco?
Quanto vale tentar?

Eu tentei e quase consegui.
Agora é aceitar e
Esperar o peito desacelerar.

sábado, 9 de outubro de 2010

De ontem em diante, quero tornar cada arrepio na pele um motivo para espanto, comoção e mudança.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010


Outro texto que achei nos meus guardados.
"Esses dias descobri porquê nós, humanos, seremos eternamente insatisfeitos, seremos eternamente infelizes, eternamente peregrinos de uma busca sem lógica. É simples: Porque o sol e a lua jamais se encontrarão.
Dois amantes eternos perdidos no tempo e no espaço divididos por uma tênue linha: O Horizonte.
Quando um cai, outro se levanta.
O Crepúsculo? Belo, puro e aconchegante, é a esperança flamejante que um tem de poder tocar o outro.
A Aurora? O prazer que ele tem em fazê-la dormir.
A noite? A necessidade dela de reluzir o amor luzente para nunca perdê-lo.
Dias nublados? É, às vezes aperta no peito dele a insatisfação da distância.
Noites escuras demais? É, às vezes, nela, bate um sentimento de evanescimento. Sumir, sem luz.
A chuva é o cair das lágrimas de ambos.
Bem, sempre buscando, sempre quase alcançando, viver rodando um atrás do outro, sempre separados por uma linha fina, a um horizonte do toque, a um dia de distância, a uma noite de amor.
Não pensem que eles são egoístas. Que só porque nunca se tocarão, fazem-nos seres eternamente pesarosos. Não, muito pelo contrário. Não vejo exemplo maior de altruísmo, afinal, com tudo isso, ele nos dá a vida e ela nos dá o descanso. Um dia azul, uma noite estrelada.
Egoístas eles não são.
Às vezes de tão opostos são iguais.
Às vezes de iguais são opostos.
De tudo, são dispostos.
Às vezes ele é ela. Ela é ele.
Há um complemento de igualdade, mesmo quando há oposição.
É, a culpa é do horizonte, meu bem.
(4h34 min)"

domingo, 3 de outubro de 2010

Um post sem foto?
É, está na hora de começar a fazer as coisas de modo diferente.
A começar por um post. Que, afinal, é uma mostra escrita do que ronda aqui dentro.

Ultimamente poesia travada. Poesia falha.
Agora poesia platônica.
Sempre a eterna poesia platônica.

Sinceramente eu vou dizer. Sem máscaras, cansei de usá-las.

Situações acontecem e, na maioria das vezes procuramos causas dessas situações.
Na maioria elas não existem. Só vêm para nos levar a crer que a culpa é parcial.
Noutras, talvez venha com bagagem de certeza.
Há momentos em que digo que certas coisas deveriam realmente ter acontecido.
Sem tirar minha culpa, sem colocá-la em decimais, tampouco porcentagem.
Errei, fato. Mas penso na causalidade do erro, penso que "foi de propósito".
E assim eu consigo tirar os lados bons e os lados ruins.
Tento consertar, reparar, retornar.
Alguns chamariam de cara-de-pau. Ultimamente descobri que isso também é coragem.
É, tenho sido corajosa.
(E o que é coragem? Cor-agem. Agir com o coração)
É tenho ouvido meu coração.
E tudo tem dado mais certo.
Ou pelo menos caminha para das menos errado.
Reconquistar... tarefa difícil, mas não impossível.

Abraço.