Acho que o que está errado é fato de que sempre fui ser de amor completo e completo de amor.
Não sentí-lo é como autotraição, autodestruição.
É ruim.
sábado, 20 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
"Existem duas dores de amor
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel. A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também… (…) Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente… E só então a gente poderá amar, de novo"
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel. A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também… (…) Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente… E só então a gente poderá amar, de novo"
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
"Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido."
-*-
"porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência."
-*-
"Essa morte constante das coisas é o que mais dói"
-*-
Só um pouco de Caio Fernando Abreu
- indico.
-*-
"porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência."
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"Essa morte constante das coisas é o que mais dói"
-*-
Só um pouco de Caio Fernando Abreu
- indico.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Eu ensaiei o post toda a noite. Mas ele se esvaiu como bexiga cheia d'água quando encontra uma ponta.
Mais um noite meio difícil. Turbulenta de sentimentos. De planos, de sonhos, como sempre.
Eu já declarei aqui o quão viciada eu sou nos filmes da Walt Disney / Pixar? Já declarei o quão interessante e intensos eles são?
Que fique declarado.
É lindo o final do Pocahontas. A escolha dela. O Lar.. assim como no Mulan, como a Bella se prende em lugar do pai, como o Querido e a Querida têm um casamento lindo, como a Tiana quer realizar um sonho em conjunto, como o Rémy lida com a crise de identidade, como o Woody e o Buzz ficam juntos no final, como a Bu encontra um pai no Gatinho, rs. E, é claro, existem outros tantos momentos da Disney em que eu me fascino. Mas o mais incrível de todos, sem uma ponta de dúvida é aquele, do filme clássico O Rei Leão, em que a Nala cobra do Simba toda a responsabilidade de quem ele era; quando eles brigam e ele vai ter com o Rafiki o reencontro com a imagem do pai, o reecontro de si, e resolve retornar. Resolve lutar pelo lar, pelo reino, que é seu por direito, por nascença. É Coragem.
Lar... dizem que é pra onde nosso coração quer voltar.
E se for pra onde ele quer ir?
E se for utópico.
Bem, o post será irregular. A coerência também estourou junto da bexiga.
Vamos falar de sonhos?
Posso falar do meu?
"Viver na tranquilidade de um amanhecer batendo no jardim de entrada. Levantar da cama de lençóis brancos e ir preparar o café. Deixar o aroma do café tomar a casa, assim como é na casa da minha avó. Ver se a criança ainda está dormindo. Ver como é ingênuo a maneira dela dormir e pensar se eu assim o fazia. Sorrir ao lembrar. Ir para fora, para o quintal e dar bom dia ao cão. Deixá-lo entrar em casa. Ir com ele até a varanda e pegar o jornal. Lê-lo enquanto tomo um suco de laranja. Lavar a louça. Deixar o cão dormir no tapete da cozinha. Ir para um banho. Acordar a criança e dar a ela o que comer. Deixá-la se divertir no chão da sala, assim como eu fazia quando pequena. Ir cuidar do meu jardim. Regar, cortar, embelezar - como se fosse possível tornar mais belo. Fotografar outras borboletas para a coleção. Entrar, banhar a criança e ir preparar o almoço. Almoçar junto, sair para uma voltar. Retornar para colocar a roupa de missa. Ah, seria um domingo! Ir à missa. Sair mais leve do que antes. Jantar fora. Voltar pra casa, ninar a criança. Preparar uma taça de vinho e sentar à mesa na cozinha. Olhar para o cão, acarinhar sua cabeça às orelhas. Colocá-lo para fora. Apagar as luzes e ir para a cama. Arrumada ou não. Dormir."
É, seria uma parte do sonho. A outra fica para outro dia.
Mas hoje, diante deles, sinto-me como provavelmente me sentiria dentro de uma loja de brinquedos em Orlando: as a child holding a hand and looking all those things as they were like a magical kingdom with all that richness. Without touch a thing.
bye.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Eu estou tentando. Isso é sério.
Deslumbrada com a minha perseverança em fazer isso passar logo.
Em finalmente matar aquilo que tem vez adormece. Tem vez acorda.
Sempre permanece.
Eu estou tentando não pensar. Isso é sério.
Assustada com o vazio que acaba como resultante.
Com a completa inércia de um nada em equilíbrio dinâmico.
Seria falta de impulso.
Eu estou tentando não comer. Isso é sério.
Quero discernir quando é a dor irremediável
Ou quando é apenas fome.
Quase sempre é o primeiro.
Eu estou tentando não adormecer. Isso é sério.
Tamanho é o receio do sonho inesperado.
De ver seu rosto, à minha frente, pintado.
De parecer ser real.
Eu estou tentando, e isso é sério, dizer em voz alta para meus ouvidos crerem que não há mais do que havia.
Eu estou tentando, e isso é sério, parar de dizer o seu nome sem, ao menos, verbalizá-lo.
Eu estou tentando não olhar para o céu, tampouco pr'aquela árvore em frente minha casa.
Eu estou tentando sonhar sozinha.
Eu estou tentando apagar você das minhas ambições.
Mas às vezes dói.
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